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CONTEXTO HISTÓRICO DE CRIAÇÃO E INSTALAÇÃO DO
CEEP AGRÍCOLA MOHAMAD ALI HAMZÉ
 

Aos trinta dias do mês de maio de hum mil novecentos e setenta e três, formou-se a comissão de construção denominada “Sociedade Amigos de Cambará” constituída por: Raul Silveira Rosa, Álvaro Ávila Sanches, José Rodrigues Ferreira, Antonio Michelato, Moacyr Trautwein, Silvio Tavares e tendo como secretário Waldir Trautwein.

O prédio foi construído por essa comissão, em terreno doado pelo Sr. Álvaro Ávila Sanches localizado na Rua Nossa Senhora do Rocio nº 1000, com a finalidade inicial de instalação da “Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cambará”, que seria mantida pelo “Instituto Toledo de Ensino” do município de Bauru, a qual não chegou a entrar em funcionamento. Porém o “Instituto Toledo de Ensino” solicitou autorização para manutenção de cursos em nível de 2º Grau, nas habilitações de Técnico em Agrimensura, Técnico em Estradas e Técnico em Edificações, de acordo com o Parecer 125/74 do CEE denominada “Escola Industrial de 2º Grau de Cambará” na data de 05 de abril de 1974.

Em 14/08/75, de acordo com o Parecer 146/75 a “Escola Industrial de 2º Grau de Cambará” passou a denominar-se “Escola de 2º Grau Iteana de Cambará” oferecendo os cursos acima citados com duração de 4 anos e os cursos com duração de 3 anos: Topógrafo de Estradas, Topógrafo de Agrimensura, Auxiliar de Escritório e Técnico de Edificações.

De acordo com o Parecer 032/77 de 11/02/77 o Colégio passa a ser mantido pela Fundação Gastão Conselvan, mantendo as habilitações de Agrimensura, Técnico em Estradas e Técnico em Edificações com duração de 4 anos.

Segundo a Resolução 732/77 de 03/05/77 o “Colégio Industrial de Cambará” passa ofertar o curso supletivo de 1º e 2º Grau na função suplência de Educação Geral, ainda mantido pela “Fundação Gastão Conselvan”.

O Decreto 4627/78 de 14/02/78 autoriza o funcionamento do “Colégio Industrial de Cambará – Ensino de 2º Grau” mantido pela “Fundação Gastão Conselvan”.

O Parecer 98/78 de 01/03/78 aprova a oferta das habilitações Plena em Secretariado diurno e noturno e Básica em Agropecuária diurno, com implantação progressiva a partir de 1977 no “Colégio Industrial de Cambará”. A Resolução 504/79 prorroga até 31/12/80 o Ensino Supletivo do “Colégio Industrial de Cambará”.

Pelo Decreto 1730/79 de 27/12/79, fica autorizado a funcionar nos termos da legislação vigente o “Colégio Norte Pioneiro – Ensino Supletivo de 1º e 2º Grau e Ensino de 2º Grau”, é resultante da reorganização do “Colégio Industrial de Cambará”, mantido pela “Fundação Gastão Conselvan”.

O Parecer nº 53/82 de 12/05/82, aprova o projeto de implantação do Ensino de 2º Grau, do “Colégio João Paulo I – Ensino de 2º Grau”, a ser mantido por Milton Ragalzi de Faria Ribeiro, para ministrar as habilitações Plena de Técnico em Contabilidade e Auxiliar de Processamento de Dados, com implantação gradativa. Funcionando assim, duas escolas independentes no mesmo prédio.

Com a Resolução 1864/82 de 14/07/82, ficam reconhecidos os cursos do “Colégio Norte Pioneiro”, mantidos pela “Fundação Gastão Conselvan”.

Pelo Parecer 931/86 de 17/12/86 é aprovada a mudança da entidade mantenedora do “Colégio Norte Pioneiro – Ensino de 1º e 2º Graus Supletivo e Ensino de 2º Grau” mantido pela “Fundação Gastão Conselvan” para Fundação Ortigoza de Ensino”, a partir do ano de 1987.

Pelo Parecer 932/86 de 17/12/86 é aprovada a mudança da entidade mantenedora do “Colégio João Paulo I – Ensino de 2º Grau”, mantido por Milton Ragalzi de Faria Ribeiro para “Fundação Ortigoza de Ensino” passando a denominar-se “Colégio Norte Pioneiro – Ensino de 1º e 2º Graus Supletivo e Ensino de 2º Grau”.

O “Colégio João Paulo I” pela Resolução 116/87 de 14/01/87 cessa definitivamente suas atividades escolares.

A Resolução 118/88 de 15/01/88 cessa as atividades do curso de 2º Grau Supletivo do “Colégio Norte Pioneiro”.

As habilitações ofertadas pelo “Colégio Norte Pioneiro”, Técnico em Contabilidade e Auxiliar de Processamento de Dados, foram reconhecidos pela Resolução 3712/89 de 28/12/89.

A Resolução 1027/90 de 17/04/90 cessa definitivamente as atividades escolares do “Colégio Norte Pioneiro”, mantido pela “Fundação Ortigoza de Ensino”.

Nos anos de 1988 e 1989, não foram ofertadas matrículas para nenhum curso, o prédio foi utilizado somente para a tramitação de documentação para a legalização dos cursos ofertados anteriormente.

Em 05/03/90, no prédio da extinta “Fundação Ortigoza de Ensino”, inicia as atividades escolares do Colégio Agrícola Estadual “Cambará” – Ensino de 2º Grau Regular com Habilitação Técnico em Agropecuária, com duração de 03 anos, mantido pelo Governo do Estado do Paraná, de acordo com a Resolução 3932/90, tendo como sua primeira diretora a Professora Maria Leda Gouveia Adam e Secretária Valkiria Bittencourt Marques. E na sequência assume a direção a Professora Maria Odete V. Moralles, e o Professor Rinaldo Bernardelli Junior assume a direção no ano de 1993.

A partir de 09/06/94 assume a Direção a Professora e Orientadora Educacional Izolete Cristina dos Anjos Grandi.

O reconhecimento do curso deu-se pela Resolução 2178/97 de 27/06/97.

O Curso Técnico em Agropecuária, com duração de 03 anos teve sua cessação no ano de 1998.

Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, os cursos de nível técnico foram reformulados e o Colégio Agrícola passou a ofertar a partir de outubro de 1998, o Curso Técnico em Produção Agrícola com Ênfase em Gestão de Negócios Rurais, com duração de 01 ano e carga horária de 1.540 horas, reconhecido pela Resolução 2111/01 de 11/09/01.

Em 2000, o Colégio Agrícola passa a ofertar também o Ensino Médio, reconhecido pela Resolução 192/01 de 24/01/01, concomitante com o Técnico em Produção Agrícola, passando a denominar-se Colégio Agrícola Estadual Cambará.

Em 2001 os cursos de níveis técnicos sofreram nova reformulação e teve a diminuição de sua carga horária de acordo com a nova Lei de Diretrizes e Bases para 1.200 horas e passou a denominar-se Curso Técnico em Agricultura, tendo como missão do Colégio “Cidadão Responsável, Profissional Competente” trabalhando com os seguintes projetos: Gente Fina, Broto Verde, Alimentação Alternativa, Eco-Vida e Cenas de Família.

E pela Resolução 2418/2001 é alterada a nomenclatura para Centro Estadual de Educação Profissional de Cambará a partir do ano Ano Letivo de 2002.

Em 2002, pela Resolução nº 112/02 esta Instituição de Ensino é credenciada a ofertar, além do Curso Técnico em Agricultura, o Curso Técnico em Pecuária.

No ano de 2003 a Professora Otilia Vieira Lima assume a Direção e o Prof. Eleandro de Oliveira Silva a Direção-Auxiliar.

Em 2004 passa a oferta o Curso Técnico em Agropecuária integrado ao Ensino Médio, com carga horária de 6.480 h/a e o Curso Técnico em Agropecuária subsequente (para quem já cursou o 2º Grau), com carga horária de 3.480 h/a, todos com Estágio Supervisionado e no período diurno e integral.

A partir de 2009, assume a Direção Geral até os dias de hoje, o Professor e Engenheiro Agrônomo Eleandro de Oliveira Silva, Direção Auxiliar Pedagógica a Professora e Pedagoga Leila Cristina Messias e Direção Auxiliar da U.D.P. (Fazenda-Escola) o Professor e Médico Veterinário Angelo Roberto Dalossi.

Até 2009, esteve instalada provisoriamente na zona urbana. A partir do ano de 2010, passou a funcionar definitivamente em suas instalações próprias à Rodovia BR-369, Km 14, que era uma reinvindicação de longa data da comunidade cambaraense, oferecendo melhores condições para o funcionamento dos cursos.

A escola busca ofertar educação profissional de qualidade, tendo como objetivo preparar o profissional com visão crítica em condições de se tornar agente de transformação do meio onde vive. A escola sempre desenvolveu projetos que aproximam mais o ensino da realidade profissional.

O Colégio oferece hoje, o Curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio, com duração de 3 anos, Técnico em Agropecuária Subsequente, Técnico em Meio Ambiente Subsequente e Técnico em Alimentos Subsequente, ambos com duração de 18 meses.

O Centro Estadual de Educação Profissional Mohamad Ali Hamzé atende alunos de todas as regiões do Paraná, São Paulo, Mato Grosso e demais regiões do Brasil.

No início de suas atividades do Colégio Agrícola havia a possibilidade do aluno estudar na forma de internato e semi-internato. Os meninos formavam a maioria dos alunos, às alunas não era oferecido alojamento no internato. Grande parte dos alunos era do próprio município e as eventuais alunas de outros lugares foram forçadas a manter repúblicas de estudantes, ou mesmo, se alojarem em casas de familiares ou conhecidos. Para atender a essa demanda dos alunos, havia também na cidade pequenos hotéis e pensionatos para os de maior poder aquisitivo. Uma rede de serviços floresceu em função destes alunos.

Além desses serviços, estabeleceu-se uma relação comercial entre a escola e a cidade e o excedente produzido na escola, como frango, leite, olerícolas, embutidos e defumados, mel, etc eram comercializados na cidade e entre os funcionários, através da COOCAM – Cooperativa de Alunos do Colégio Agrícola Estadual de Cambará, sendo o lucro revertido na aquisição de material didático e pedagógico, bem como o incremento na alimentação dos alunos e melhorias nos alojamentos, pois funcionavam provisoriamente em salas de aulas adaptadas.

Desta forma surge em seu entorno toda uma microeconomia que, durante anos, foi de significativa importância para a cidade e a escola.

Havia também produtores rurais e empresas que realizavam doações de arroz, feijão, milho, implementos, etc.

A despeito de todas as dificuldades decorrentes do descaso e da omissão do governo estadual e das diversas políticas públicas voltadas para a educação profissional que ocorreram ao longo dos anos, o Colégio Agrícola de Cambará durante o seu período de existência até os dias de hoje, conseguiu promover com a comunidade local e região onde está estabelecido, uma relação profundamente almejada pelos seus idealizadores, pois foi capaz de ultrapassar a simples função de agente de desenvolvimento e modernização agrícola, para atuar como vetor de transformação social e econômica, garantindo ao pequeno e médio produtor participação ativa na construção de sua história e na construção do espaço agrário paranaense.

Em 16/12/2010, o Colégio Agrícola recebe sua sede própria e pela Resolução nº 1686/09 de 19/08/2009, o estabelecimento teve seu nome alterado para Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Mohamad Ali Hamzé, homenagem merecida pelo seu empenho e dedicação, desde a fundação do Colégio Agrícola de Cambará.

Atualmente atende aproximadamente 400 alunos em regime de internato, semi-internato e externato, procedentes de 55 municípios do Estado do Paraná, além dos advindos de outros Estados da Federação.

Possui uma área de terra de 70,00 ha para o desenvolvimento de atividades didático-produtivas no âmbito agropecuário, possibilitando o aprendizado prático do aluno, além da comercialização do excedente para manutenção dos setores agropecuários.

Ainda, setores produtivos: apicultura; avicultura de corte e postura; bovinocultura de leite e corte; cunicultura; mecanização agrícola: oficinas rural/mecânica; ovinocultura; fruticultura; cafeicultura; silvicultura; viveiros de mudas; grandes culturas: soja, trigo, milho, cana-de-açúcar e forrageiras; fábrica de rações, agroindústrias: defumados, embutidos, piscicultura e posto de vendas direta do consumidor.

O Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Mohamad Ali Hamzé (Colégio Agrícola Estadual de Cambará) situa-se na região Norte do Estado do Paraná, no município de Cambará-PR, jurisdicionado ao Núcleo Regional de Educação de Jacarezinho-PR.

O corpo de professores especializados, contando hoje com doutores, mestres e especialistas, está comprometido com a formação acadêmica, em pesquisa científica, empreendedora e humanística de alunos ingressos, visando capacitá-los a compreender e exercer seu papel social e político no ambiente onde forem atuar.

Tendo como missão do Colégio formar cidadão responsável, profissional competente, trabalhamos, entre outros com os seguintes projetos: Broto Verde (projeto de conscientização ambiental), Gente Fina, Alimentação Alternativa, Minhocário, Teatro, Aquecedor Solar com garrafas PET, Tratamento de Resíduos Sólidos, Coleta Seletiva, Orientação e Incentivo do PRONAF Jovem, Projeto Sala Verde.

O Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Mohamad Ali Hamzé, que conta com salas de aulas; laboratórios; alojamentos; refeitórios; anfiteatro; agroindústria de carne; leite e vegetais e micro usina de açúcar mascavo, para melhor atender as necessidades didáticas e pedagógicas do Estabelecimento de Ensino.

Temos 08 salas de aulas, 04 laboratórios: física, química, biologia e matemática; 03 laboratórios de Informática; 05 Agroindústrias (leite, ovos, vegetais, açúcar mascavo e carnes); Telecentro de informática (Brasil Profissionalizado e Ministério das Comunicações); Quadra Poliesportiva Coberta; Alojamentos masculinos e femininos; Biblioteca; Anfiteatro; Sala Verde (Ministério do Meio Ambiente); Cozinha e Refeitório; Almoxarifado; Ambiente Administrativo; Pedagógicos e do Ecomunato: Sala de Convivência, Sala de Jogos e Lavanderia.

O CEEP Agrícola Mohamad Ali Hamzé é estadual, portanto oferta cursos totalmente gratuitos. Mais informações pelo telefone (43) 3532-5766 ou retire as fichas de inscrições no site www.cbrcolagricola.seed.pr.gov.br.

No decorrer do período o Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Mohamad Ali Hamzé, vem se constituindo cada vez mais elemento modificador do meio agropecuário, levando tecnologia e gestão de agrobusiness, interagindo com os produtores rurais e comunidade, de várias formas através da realização de cursos de extensão, treinamentos prático, palestras técnicas e de orientação geral.

Dentro desse espírito põe à disposição da população regional sua estrutura física, recursos didáticos-pedagógicos e pessoal. Dessa maneira interage com a comunidade oferecendo aos seus alunos e professores a oportunidade de aprender e ensinar através de problemas que precisam ser resolvidos. Essa linha de conduta imprime o ensino ministrado o perfil da instituição caracterizado pela realidade da agropecuária brasileira.

Cidadão responsável, profissional competentes para atuar nos mais diversos setores do agronegócio, ocupando cargos de destaque no cenário nacional, com conhecimentos ecléticos, permitindo-lhe adaptações imediatas e eficientes às inúmeras condições que irão enfrentar no desempenho de suas funções.

Dentre os objetivos propostos o Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Mohamad Ali Hamzé, tem contribuindo de modo significativo para o engrandecimento do ensino da pesquisa e da extensão, integrando-se de forma globalizada a outros setores especializados.

Atualmente, como estratégia para equacionamento das questões relacionadas ao ensino, em que um novo perfil profissional está sendo exigido, convênios e parcerias estão sendo ampliadas, como forma de garantir a excelência no desempenho institucional e sua integração com o mercado de trabalho.

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